Legalizar?

Após mais de 100 anos de história, o Jogo do Bicho passou a fazer parte do cotidiano brasileiro. Ele está de tal maneira entranhado na cultura popular, que ilegal ou não, contravenção ou não, as pessoas fazem a sua fezinha diária de qualquer maneira.

Quais são as atrações do Jogo do Bicho? Vamos a algumas delas:

  • É de certa forma lúdico. A associação dos grupos a animais atrai as pessoas, que associam fatos do cotidiano e sonhos aos bichos. Quem nunca sonhou com a sogra e achou que era um palpite para a Cobra que atire a primeira pedra.
  • É barato apostar. Com apenas R$ 0,50 é possível fazer uma fezinha.
  • Há grandes chances de ganhar. Ok, grandes chances não, se não o jogo não vingava. Mais é muito mais fácil salvar o jogo no grupo do que acertar a Quadra da Mega-Sena.
  • Faz parte da cultura do carioca e do brasileiro em geral.

Desde o final de 2011 que a Polícia Civil do Rio de Janeiro vem fazendo operações de combate ao Jogo do Bicho. Por vezes cinematográficas, estas operações levaram a apreensão de computadores, máquinas, carros, e alguns mi;hões de reais, mas não levou à prisão de nenhum dos “figurões” do jogo. Presos, freqüentemente, são os apontadores, que são soltos em seguida.

Jogo de Azar

O Jogo do Bicho e outros jogos de azar, isto é, cujo resultado depende da sorte, são enquadrados no Código de Contravenção Penal. No Brasil, a exploração de jogos de azar é de exclusividade do governo.

As penas previstas no Código dificilmente passam de um ano de prisão, mas os condenados costumam ser punidos com penas alternativas. Mesmos estas penas alternativas aumentam a sobrecarga do nosso já entupido sistema legal.

Legalização

Como o combate ao Jogo do Bicho tem gastado o nosso dinheiro de impostos, o próprio Secretário de Segurança do Estado do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame, já declarou que a legalização precisa ser discutida. O capitão reformado da Polícia Militar e comentarista de segurança da Rede Globo Rodrigo Pimentel compartilha da mesma opinião.